
O público cultural brasileiro existe. Alcançá-lo é o desafio.
A 6ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais mostra que 97% dos brasileiros realizaram alguma
atividade cultural nos últimos 12 meses. O dado revela um cenário importante para marcas,
produtores, espaços culturais e projetos da economia criativa: o interesse pela cultura é amplo,
mas o acesso ainda é desigual.
Mais do que medir frequência, a pesquisa ajuda a entender como acontece o consumo de cultura
no Brasil, quais fatores influenciam a participação do público e quais barreiras ainda afastam
pessoas das experiências culturais.
O público está ativo. A questão é se os projetos culturais estão preparados para encontrá-lo
onde ele realmente está.
Neste artigo
01 · Onde acontece de verdade
02 · Barreiras de acesso
03 · Os números da pesquisa
04 · Como o público descobre
05 · O que motiva a participação
06 · Infância e hábito adulto
07 · Cultura e qualidade de vida
O que aprender com esses dados
9 min · Jun 2026
Cultura
·
Jun 2026
·
9 min de leitura
Hábitos
culturais
dos brasileiros
97%
dos brasileiros realizaram alguma atividade
cultural no último ano — e o desafio não é o
interesse, mas o acesso.
O que a 6ª edição da Pesquisa Hábitos Culturais revela sobre consumo, acesso e
comportamento do público cultural brasileiro.
Owtra Estúdio
Estratégia & Criação · Salvador / SP
Owtra, Salvador — 2026
ESPAÇO PÚBLICO · ATIVIDADE CULTURAL · TOM DOCUMENTAL
Tema 01 · Território
Onde a cultura
acontece de verdade
Quando se fala em consumo cultural, a
imaginação vai direto para teatros, museus
e centros culturais. Os dados mostram uma
realidade mais ampla — e mais brasileira.
Centros culturais são mencionados por
uma parcela menor da população. Grande
parte da experiência cultural do brasileiro
acontece fora dos equipamentos
tradicionais, conectada ao cotidiano, à
convivência e aos espaços públicos.
Principais espaços de atividade cultural
65%
praças e ruas
60%
igrejas e espaços
religiosos
52%
parques
Tema 02 · Acesso
O problema
não é o interesse
As principais barreiras para atividades culturais presenciais continuam sendo práticas. Em
2025, 67% dos brasileiros participaram de alguma atividade cultural gratuita — aumento de
cinco pontos percentuais em relação ao ano anterior. O dado torna a questão do acesso
ainda mais evidente.
34%
questões financeiras
31%
insegurança e violência
26%
cansaço e desânimo
24%
disponibilidade de horário
Frase destaque
Existe demanda. O desafio está em reduzir as barreiras que
impedem sua conversão em participação.
Os números que ajudam a entender os hábitos culturais dos brasileiros
97%
realizaram alguma atividade cultural nos
últimos 12 meses.
84%
participaram de pelo menos uma
atividade cultural presencial no período.
67%
realizaram alguma atividade cultural
gratuita em 2025 — alta de 5 p.p. no ano.
65%
costumam realizar
atividades culturais em
praças e ruas.
57%
usam redes sociais como
principal fonte de
informação sobre atividades
culturais.
48%
dos consumidores de cultura
dizem que o streaming
reduziu sua frequência ao
cinema.
97%
consideram que arte e
cultura são direitos que
devem ser garantidos pelo
poder público.
Tema 04 · Descoberta
Como o público
descobre eventos
A descoberta de atividades culturais acontece cada vez mais pelas
plataformas digitais. As redes sociais são a principal fonte de
informação para 57% dos brasileiros. Dentro delas, o Instagram
lidera com ampla vantagem — concentra 73% das menções entre
quem busca informações sobre eventos e atividades culturais.
Em quem as pessoas confiam? Perfis oficiais de eventos, espaços e
projetos são consultados por 55% dos entrevistados. Indicações de
amigos aparecem com 38%, enquanto influenciadores são citados
por 25%.
Frase destaque
A comunicação digital não é apenas
divulgação. É parte da experiência de
decisão.
73%
Instagram lidera a descoberta de
eventos
55%
confiam em perfis oficiais de eventos
e espaços
Tema 05 · Motivação
O que realmente
motiva as pessoas
O público cultural brasileiro não busca apenas entretenimento. A
principal motivação para participar de atividades culturais
presenciais é relaxar e diminuir o estresse — citada por 44% dos
entrevistados. As pessoas não compram um ingresso ou uma
programação. Elas buscam experiências capazes de gerar bem-
estar, descoberta, aprendizado e conexão.
Em Owtra palavras: o público não participa para marcar presença,
mas para sentir algo. Isso muda a forma como projetos culturais
devem se comunicar.
Principais motivações para participar
44%
relaxar e diminuir o estresse
40%
conhecer novos lugares
34%
adquirir conhecimento
34%
viver novas experiências
Tema 06 · Formação
A infância influencia
o consumo adulto
Um dos dados mais relevantes da pesquisa está relacionado à formação de hábitos.
Pessoas que tiveram contato com atividades culturais durante a infância apresentam
índices de participação significativamente maiores na vida adulta. O resultado reforça
algo que o setor cultural já percebe na prática: formação de público não é estratégia de
curto prazo — é investimento na sustentabilidade do ecossistema.
Com vivências culturais na infância
88%
participaram de atividades presenciais no último ano.
Sem esse contato na infância
73%
participaram de atividades presenciais no último ano.
O mesmo raciocínio aparece entre pais: 96% daqueles com filhos de até 18
anos consideram importante que eles participem de atividades culturais —
principalmente pelo potencial de desenvolvimento intelectual e ampliação
de repertório.
Tema 07 · Bem-estar
Cultura também
é qualidade de vida
Em um contexto em que 41% dos brasileiros relatam ter enfrentado algum problema de
saúde mental nos últimos 12 meses, o papel da cultura ultrapassa o entretenimento. Ela
funciona como espaço de conexão, pertencimento, expressão e equilíbrio emocional.
84%
afirmam que atividades culturais ajudam a reduzir estresse e
ansiedade.
83%
dizem que as atividades culturais melhoram a qualidade de vida.
O que projetos culturais podem aprender com esses dados
O público
está lá.
A Pesquisa Hábitos Culturais deixa uma mensagem clara: existe um público
ativo, interessado e disposto a participar. O desafio não está em criar interesse
onde ele não existe, mas em compreender como esse público se comporta,
onde busca informação, o que valoriza e quais barreiras ainda o impedem de
participar. Projetos que conseguem transformar esse entendimento em
estratégia tendem a construir relações mais fortes, mais duradouras e mais
relevantes com suas audiências. Sua comunicação está preparada para
encontrá-lo?
Vamos transformar seus dados em estratégia →
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